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sábado, 17 de janeiro de 2015

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 73

É interessante que a poesia anterior se chamasse Almas Distantes e essa daqui se chame Alma, acho que eu estava bem ligada ao meu espiritual nessa época. Mas a verdade é que eu era quase capaz de sentir minha alma quebrada nesse ano (o que nos traz a um sintoma muito parecido com o que eu tenho sentido nos últimos meses...), como o verso "Sozinha, aguentei minhas feridas" dá a entender.

Novamente, eu falo de alguma coisa muito parecida com a Akai Ito que eu já expliquei aqui, quando falo sobre a "linha entrelaçada".

Poesia do dia 30 de novembro de 2009 (sexta-feira)

Alma

Nós dois fomos um dia separados,
Antes mesmo da origem dos tempos.
O silêncio dos corpos mascarados
É varridos por esses ventos...

Nossas lembranças ficaram adormecidas
Para que o tempo pudesse se cumprir.
Sozinha, eu aguentei minhas feridas
Sem que tivesse você pra me sorrir...

No espelho, eu me vejo devastada
E a areia escorre sem parar.
Pra ter a chave da linha entrelaçada
Abri mão das minhas asas ao pagar...

Eu não fui capaz de compreender
O quão alto seria esse preço...
Não imaginei o quanto iria me doer
Ser sua sem lhe ter desde o começo...

Viver não devia ser um tormento.
Sem você, como eu vou sobreviver?
Eu tento continuar, juro que tento...
Mas nada deixa dessa dor eu me esquecer...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 72

Essa poesia é a última de 2009 (se bem que estava em novembro, então isso não é tão ruim assim...) e depois só tem mais uma que foi escrita em 2010 antes de chegar nas novas que eu escrevi no ano passado... Meu Deus! Já estamos acabando os posts do "Cause I'm a Writer"!

Nela mais uma vez, sutilmente, está o tema da Akai Ito, sobre duas pessoas que nasceram predestinadas a se encontrarem.

O que eu mais gosto nessa poesia são os dois primeiros versos da terceira estrofe: "Por que tudo a minha volta é tão cinzento/ E sobre mim nunca para de chover?". Mais tarde, quando eu começar a falar sobre o terceiro livro da Casa das Hostesses, "Storm", eu vou voltar a esse assunto da chuva num texto só sobre isso!

Poesia do dia 06 de novembro de 2009 (sexta-feira)

Almas Distantes

Por que você não está aqui
E me faz chorar mais uma vez?
Por que a vida teima em sorrir
Se em mim o sorriso se desfez?

Por que dói tanto esta solidão
Se eu ainda não conheci a companhia?
Por que tem que doer meu coração
Na ausência da sua alegria?

Por que tudo a minha volta é tão cinzento
E sobre mim nunca para de chover?
Por que minha consciência teima em ser meu tormento
Para cada novo amanhecer?

Por que eu sou assim tão inconstante
Se tudo o que eu tenho é minha certeza?
Por que esperar você é tão angustiante
E eu me afundo mais nessa tristeza?

Nossas almas, antes separadas,
Agora sofrem pra se reencontrar.
Porque, mesmo depois de vidas passadas,
Eu continuo a te procurar...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 69

Acho que o principal que eu preciso falar sobre essa poesia é que ela nasceu do verso "Tanta vida a se desperdiçar" no final da primeira estrofe. Dá pra perceber que, assim como meus livros que não nascem da primeira cena, minhas poesias também não nasciam do primeiro verso, apesar de "desabrocharem" dele sequencialmente depois que eu começava a escrever. Preciso parar finalmente e voltar a escrever alguma coisa grande pra ver se isso acontece com meus livros também, mas eu acho que o processo era bem diferente...

Esse verso resume bem meus anos de 2008 e 2009, que eu já mencionei brevemente terem sido muito difíceis, tanto é que isso refletiu pesadamente nas minhas poesias, como se minha vida estivesse sendo desperdiçada... E isso ecoa na minha mente até hoje, como uma ferida que eu teimo em não deixar cicatrizar...

Uma outra consideração que eu preciso falar sobre ela se encontra no verso "Que prometeu as nossas almas entrelaçar..." que fecha a penúltima estrofe. Eu falei um pouco sobre Akai Ito quando expliquei "Unmei" e é exatamente sobre isso que esse verso trata também, duas pessoas ligadas por suas almas, por seus corações ou por uma linha invisível que os liga um ao Destino do outro.

Poesia de 13 de fevereiro de 2009 (sexta-feira)

Espera

Onde está meu céu que nunca vem?
Liberdade tão sofrida de sonhar...
O que há de errado para não vir ninguém?
Tanta vida a se desperdiçar.

Por que você teima em ficar tão distante?
Por que eu não posso simplesmente te alcançar?
Sozinha aqui nesta situação angustiante
Eu não consigo sentar e esperar...

Eu perdi as asas da minha manhã...
Perdi a maneira perfeita do Tempo enganar...
E me prendi descrente numa divindade pagã
Que prometeu as nossas almas entrelaçar...

Você é o Sol que ilumina meu viver.
É o sonho lindo que me faz sempre despertar.
É tão difícil seu vazio ainda doer...
Vem depressa, pra vida começar!