Essa poesia tem uma coisa muito importante nela. É o começo da minha fase metalinguística. Eu escrevi algumas poesias sobre como é escrever (meio que a mesma coisa que eu tenho feito aqui no blog) e aqui, quando eu falo "Eu pareço viver isso tudo/ Quando escrevo, até lembra verdade" já é um princípio disso.
Outro ponto importante que eu encontrei aqui está na estrofe "Nasci pra ser sereia ou fada/ Não pra essa vida terrena/ Pelo céu ou o mar, libertada/ De uma vida enterrada e serena"... Eu acho que já falei por aqui que essa é uma característica sempre presente nas minhas poesias, esse desejo de liberdade, de que eu preciso fazer algo muito maior da minha vida.
Aqui também tem um pontinho pequeno de Licença Poética (que eu tentei, mas não consegui consertar enquanto passava pra cá): "Cumprindo para o que fora nascida".
E, pra finalizar, ainda encontramos os olhos verdes do meu Apolo, que ainda não foram embora completamente.
Poesia do dia 12 de janeiro de 2006 (quinta-feira)
O que há de verdade
Eu pareço viver isso tudo
Quando escrevo, até lembra verdade
Minhas palavras de macio veludo
Inspiram intensidade.
Mas é sonho, não é pecado.
Sonho com verdes olhos atentos,
Sonho com amor namorado,
Sonho com lindos e apaixonados momentos.
Nasci pra ser sereia ou fada
Não pra essa vida terrena
Pelo céu ou o mar, libertada
De uma vida enterrada e serena.
A vida é cavalo sem rédea,
É isso que a torna bela.
É peça de drama ou comédia,
É cera derretida de vela.
Eu sonho em controlar minha vida
E cavalgar para um novo horizonte
Cumprindo para o que fora nascida,
Nascida e mergulhada na fonte.
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domingo, 28 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 22
Nessa
poesia está um dos principais motivos para que eu tenha tanta dificuldade em
fazer poesia hoje em dia: licença poética.
A
licença poética permite que o artista às vezes quebre algumas regras gramaticais
ou métricas para expressar todo o seu pensamento de forma livre e pura. É muito
legal, eu não digo o contrário! Eu não acho que a arte deva ser presa e
engessada em normas...
Mas
não é tão libertador assim como parece burlar as regras e deixar a criatividade
livre... Pelo menos, não agora...
Eu
só escolhi colocar essa poesia aqui porque eu realmente gosto muito dela, mas, a
reescreveria todinha!
Poesia
do dia 19 de novembro de 2005 (sábado)
O Anjo
Quando
o sol se for,
E
você não estiver mais aqui
Leva
contigo minha dor
E
as lágrimas derramadas por ti.
Quando
você for
E
eu não for junto
Leva
contigo o meu amor
E
o meu triste coração defunto.
Quando
sua ausência me atormentar
E
eu não conseguir adormecer
Leva-me
em sussurro a orar
E
sua linda lembrança me socorrer.
Quando
eu estiver para desistir
E
já não lembrar o que importa
Leva
a sua carícia para eu sentir
E
me lembrar de não sentir que estou morta.
Quando
eu me lembrar de você
E
essa lembrança me fizer chorar
Leva-me
a me esquecer do porquê
Você
ter ido embora e eu ficar.
Quando
eu lhe perguntar
E
você quiser me responder
Leva
teus lábios para me beijar
E
eu saberei o que quis dizer.
Quando
eu esperar por sua presença
E
você se entristecer por não conseguir
Leva-me
a desacreditar na diferença
E
leva minha prece ao dormir.
Quando
eu estiver orando
E
diante do seu sono incidir
Leva-me
a perceber você me escutando
E
eu consiga me despedir.
Quando
eu sentir a sua falta
E
vagar à sua procura
Leva-me
a rezar em voz alta
E
permitir que vá embora sua doçura...
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