Acho que não tem um jeito melhor de definir o coração de uma mulher do que misterioso não? *ri* Ele é um mistério até mesmo pra mim que sou dona dele e o sinto batendo, às vezes como se deve, às vezes muito mais acelerado, sem me dar explicações...
"A linda flor do amanhecer/ Que transforma lágrima em sorriso" continua sendo a infância e acho que a metáfora do "amanhecer" nunca deixará de ser a infância, assim como as asas... É um assunto que eu sempre volto nessas poesias... Mas acho que também dá pra brincar com a ideia do orvalho na flor, que escorre como uma lágrima, mas que preserva a beleza (sorriso). Eu estou forçando muito a ideia? Não sei...
Esse "sonho inalcançável" seria a vontade de fazer o Tempo parar ou voltar... Não existe nada que alguém como eu deseje mais do que isso, eu acho...
Poesia do dia 16 de junho de 2008 (segunda-feira)
Coração Misterioso
A linda flor do amanhecer
Que transforma lágrima em sorriso,
Que ligou minha alma a você,
Que o tornou o que eu mais preciso...
Eu não devia ter me apaixonado,
Não devia me render ao seu encanto...
Esse amor foi condenado
A me volver somente em pranto...
Você é um sonho inalcançável
Que toda noite vem me perseguir...
Um desejo tão insaciável
Que não me deixa mais fugir.
Louca ilusão que me mata com doçura,
Que instiga meus sentimentos a me repetir,
Que ilumina minha noite escura
E obriga meu coração a mentir...
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terça-feira, 25 de novembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 20
Bom, essa poesia nasceu sim numa aula de literatura sobre o Ultrarromantismo (o nome da poesia está diferente porque é uma quebra de ideias, viu? Com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, cai o hífen de ultra-romantismo e dobra o R).
As principais características desse movimento (que se passou nas décadas de 50 e 60 do século XIX) eram o pessimismo, um sentimento de inadequação à realidade, desgosto de viver... Era a geração do "Mal do Século". São algumas características que a minha poesia vai acabar absorvendo a partir daqui.
Eu tinha falado que as poesias para o eu Apolo tinham terminado, mas aqui ainda encontram-se seus "olhos verdes"... Mas é diferente, porque até mesmo esse amor não deixa mais esse meu eu-lírico feliz ("verdes olhos ingratos"). Outro ponto forte do ultrarromantismo era a ligação com a morte que acabou aparecendo nessa poesia também e que eu ainda vou retomar em poesias futuras.
Como sempre, eu falo sobre a "infância esquecida" e ela sempre volta, perdida, esquecida, traída... Ela sempre acaba voltando.
E, pra terminar, eu AMO essa última estrofe!
Poesia do dia 10 de novembro de 2005 (quinta-feira)
Ultra-Romantismo
Na noite a penumbra da morte,
Do amor da infância esquecida.
A influência dos mestres é forte,
Na obra ocultada, escondida.
Aquele que eu amo de longe
É ele de olhos brilhantes,
Da arte já se fez monge,
Minha vida de almas errantes.
Verdes olhos ingratos,
Faz-me morrer docemente.
Remo da morte, em relatos
Leva-me a morrer lentamente.
Angústia, sufoco vazio.
Amor, sonho perdido.
Quente sopro, arrepio.
Ao refúgio da vida, morrido.
As principais características desse movimento (que se passou nas décadas de 50 e 60 do século XIX) eram o pessimismo, um sentimento de inadequação à realidade, desgosto de viver... Era a geração do "Mal do Século". São algumas características que a minha poesia vai acabar absorvendo a partir daqui.
Eu tinha falado que as poesias para o eu Apolo tinham terminado, mas aqui ainda encontram-se seus "olhos verdes"... Mas é diferente, porque até mesmo esse amor não deixa mais esse meu eu-lírico feliz ("verdes olhos ingratos"). Outro ponto forte do ultrarromantismo era a ligação com a morte que acabou aparecendo nessa poesia também e que eu ainda vou retomar em poesias futuras.
Como sempre, eu falo sobre a "infância esquecida" e ela sempre volta, perdida, esquecida, traída... Ela sempre acaba voltando.
E, pra terminar, eu AMO essa última estrofe!
Poesia do dia 10 de novembro de 2005 (quinta-feira)
Ultra-Romantismo
Na noite a penumbra da morte,
Do amor da infância esquecida.
A influência dos mestres é forte,
Na obra ocultada, escondida.
Aquele que eu amo de longe
É ele de olhos brilhantes,
Da arte já se fez monge,
Minha vida de almas errantes.
Verdes olhos ingratos,
Faz-me morrer docemente.
Remo da morte, em relatos
Leva-me a morrer lentamente.
Angústia, sufoco vazio.
Amor, sonho perdido.
Quente sopro, arrepio.
Ao refúgio da vida, morrido.
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