Essa poesia é muito interessante e eu nem me lembrava mais dela. Apesar do tom claramente desesperado e deprimido do momento, ainda existe alguma coisa ali que está lutando. É uma força muito bonita que eu não achava que já tinha conseguido retratar.
No primeiro verso da última estrofe "Eu sempre terei como me fortalecer" eu estou falando sobre uma coisa que até hoje é meu amparo, que até hoje, quando as coisas vão mal e meu mundo parece ruindo, me protege e me ampara para que eu possa me regenerar e recuperar minhas forças: escrever!
Poesia do dia 14 de abril de 2008 (segunda-feira)
Uma Chance
Perfeito sonho que vem acalentar,
Aprisiona nas fantasias da imaginação.
A realidade não dá mais pra suportar,
O claro intuito de devastação.
Eu entendo o seu desejo em me ferir...
É minha alma que pretende abocanhar.
O seu cerco incansável a me perseguir,
O seu desejo pela dor que vai causar.
Não importa todo esforço pra me ver cair,
Quantas vezes necessárias, vou levantar!
Não tenho ambições de desistir,
De aceitar a derrota e me entregar.
Eu sempre terei como me fortalecer,
Mesmo que seja a última coisa que eu faça.
Eu sei que se persistir, mais minha alma vai querer,
Mas minha força é a sua desgraça.
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terça-feira, 18 de novembro de 2014
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 46
Como prometido, aqui começa um período mais dark de poesias...
Esse é um período complicado de explicar, mas as poesias refletiam exatamente como eu me sentia nesse momento, bastante perdida e desesperada... Foi um ano bastante conturbado pra mim e eu não via saída... Vai ficar bem claro isso ao longo das postagens...
Poesia do dia 01 de março de 2008 (sábado)
Soneto do Desespero
Presa em minha alma, vejo a morte.
Angustiada no calabouço do contentamento,
Sem saída, nesse meu confinamento,
A dor e o tormento da minha sorte...
Trancafiada na densa insanidade...
Como consegue erguer-se da loucura?
Como foge da queda sem fratura?
A alma inteira na sua humanidade?
Engole o sofrimento sem pesar,
Que o homem se faz forte na fraqueza...
Engole, o sofrimento vai passar...
Não se renda à angústia da incerteza,
Que o desespero não pode dominar
A intensa luz da sua natureza...
Esse é um período complicado de explicar, mas as poesias refletiam exatamente como eu me sentia nesse momento, bastante perdida e desesperada... Foi um ano bastante conturbado pra mim e eu não via saída... Vai ficar bem claro isso ao longo das postagens...
Poesia do dia 01 de março de 2008 (sábado)
Soneto do Desespero
Presa em minha alma, vejo a morte.
Angustiada no calabouço do contentamento,
Sem saída, nesse meu confinamento,
A dor e o tormento da minha sorte...
Trancafiada na densa insanidade...
Como consegue erguer-se da loucura?
Como foge da queda sem fratura?
A alma inteira na sua humanidade?
Engole o sofrimento sem pesar,
Que o homem se faz forte na fraqueza...
Engole, o sofrimento vai passar...
Não se renda à angústia da incerteza,
Que o desespero não pode dominar
A intensa luz da sua natureza...
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