Translate

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 39

Foi interessante ter escolhido a palavra "Herói' para definir a pessoa pra quem essas poesias foram feitas, porque agora, nessa poesia, tem o verso "Você me salva e me protege tanto" que explica muito bem como ele é.

É engraçado reler essa poesia agora porque eu quase não me lembrava mais dessa parte do "Eu não sei por que você desaparece,/ Finge que me esquece, só pra eu te ligar/ E fica cheio de cuidados,/ Sempre delicados pra não me zangar" *rindo* Era bem assim mesmo!

Poesia do dia 14 de julho de 2007 (sábado)

Cautela

Eu não entendo todo esse prazer
Em me fazer sofrer e esperá-lo...
Em me fazer ficar tão furiosa
E esperar ansiosa para escutá-lo...

Eu não sei por que você desaparece,
Finge que me esquece, só pra eu te ligar
E fica todo cheio de cuidados,
Sempre delicados pra não me zangar...

Eu não pareço ser assim tão frágil
Ou tão mal presságio de me preocupar...
Você me salva e me protege tanto,
Cheio de encanto pra me apaixonar.

Eu não sou assim indecifrável,
Nem tão maleável, pra não se gostar...
Você consegue ler a minha mente
E é experiente em me desarmar.

Eu não continuo a fazer indiretas,
Pois não mais secretas são as intenções...
Eu já não me faço de desentendida
E sou mais comedida em minhas ilusões.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 39

Como eu falei sobre o tormento de um dia "a fonte secar", eu preciso confessar um pecado... Eu também já pensei em desistir de escrever (mais vezes do que eu posso admitir aqui)...

Às vezes, ser escritor é pesado demais! Ser publicado é muito difícil, ser reconhecido dá muito trabalho, ganhar a vida escrevendo... Às vezes, é como se eu estivesse sonhando alto demais! Custa tempo, custa dinheiro, custa esperar... Custa, suor, sangue e lágrimas, muitas e muitas lágrimas!

Antes que minhas mensagens no Facebook fiquem cheias de desespero *ri* eu preciso esclarecer que deixar de ser escritor não é tão fácil assim, não precisam se preocupar! Não basta desistir e pronto!

Como eu já disse por aqui, ficar sem escrever é como ficar prendendo a respiração e minha mente não para de me atormentar até que eu escreva pelo menos uma página, uma ideia e meia que seja... Eu teria de ficar muito tempo resistindo aos impulsos de pegar papel e caneta na mão até que minha cabeça entendesse que não adianta insistir, que o sonho acabou... E sabemos que eu não consigo fazer isso!

Mas ser escritor realmente consome muita energia. Quando estou trabalhando e ainda mais quando não estou. Raramente não vale à pena *ri* e o que me chateia mais e me faz normalmente querer desistir é quando percebo que não existe interesse no que eu estiver trabalhando no momento. É o que eu falei sobre nenhum escritor escrever só pra si e precisar mais dos seus leitores do que da própria inspiração... Se não estiverem lá, o que é que eu estou fazendo aqui então?

Só que, sendo escrever a verdadeira razão pra continuar viva, toda essa história foi mais um desabafo do que um texto sobre porque ser escritor... Desculpe...

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 38

Essa poesia é um pouquinho mais difícil de explicar do que as que eu coloquei aqui até agora... Ela não é uma poesia de amor, apesar de ser sobre um amor muito difícil de viver que eu tenho desde antes de conseguir me lembrar... É um assunto realmente delicado...

Acho que o que eu mais gosto nessa poesia, além de ela realmente colocar pra fora as palavras que eu prendo bem escondidas na minha alma, são as rimas dela. Eu acho que essas são as rimas mais bonitas que eu já escolhi!

Poesia do dia 29 de abril de 2007 (domingo)

Palavras da Alma

Você, quer está tão perto, tão distante,
Força-me a entender o incompreensível...
Como eu posso tocar o intangível?
Como eu posso amar alguém tão inconstante?

Você é o mal que me consome e me protege,
Você é o riso que me espera tão tristonho,
Você é sempre a realidade do meu sonho,
A sua fé em mim é a de um herege...

Queima a sua lucidez insana,
Os meus pecados sem merecimento,
Como deixa a razão ser um tormento?
E a emoção fugir à natureza humana?

Eu busco em você linda ternura,
Que acalentava tanto minha lembrança...
Pra que ainda exista certa esperança
De te encontrar em meio sua loucura...

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 38

Numa das cartas que minha madrinha me mandou nos últimos tempos, tinha um texto do Ferreira Gullar com o qual eu me identifiquei bastante e que tem tudo a ver com esses textos do "Cause I'm a Writer": o medo de um dia 'a fonte secar'...

É um medo que, mesmo durante o desenvolvimento de um livro, eu sinto muito forte porque a inspiração é uma 'dama caprichosa', que vem e vai embora de acordo com a sua própria vontade...

E esse medo é um medo de morte porque ficar sem escrever pra mim é como fiar sem respirar, é angustiante. Entre uma ideia e outra, entre um livro e outro, eu preciso sempre estar escrevendo coisas menores ou seria como se ficasse segurando a respiração até conseguir voltar a escrever...

Em seu texto (publicado na FOLHA Ilustrada de 9 de junho de 2013), Gullar disse: "Nunca fiquei tanto tempo sem escrever poesia. E não me sinto motivado a escrever. Sempre digo que meus poemas nascem do espanto, ou seja, de algo que põe diante de mim um mundo sem explicação. É essa perplexidade que me faz escrever. Pode ser que, aos 82 anos de idade, já nada mais me espante na vida".

Essa é bem a realidade de escritor...Essa angústia, essa incerteza, esse suspense...

Eu tenho medo porque já não consigo mais escrever poesia e pode chegar um dia em que não vou conseguir mais escrever meus romances da mesma maneira...

Por mais que eu ainda tenha uma lista enorme de ideias que quero desenvolver, não dá pra me tranquilizar e dizer que nunca vai acontecer... Eu, que não gosto de me atormentar com nada, ando de mãos dadas com esse único e infinito tormento...

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 37

No livro "Dom Casmurro", que eu já mencionei por aqui, Bentinho começa um soneto que não leva em frente. Minha interpretação pra isso é que ele não conseguiu terminar de escrever assim como não conseguiu unir as duas pontas de sua vida. Da mesma maneira como não é um soneto só com o primeiro e o último verso, também sua vida não é vida sem Capitu!

No livro, ele dá esses versos que fez ao "primeiro desocupado que os quiser" e eu, como uma grande amante dessa obra e bastante desocupada no período do meu Ensino Médio, coloquei entre eles o que faltava e até que gostei do resultado.

Poesia do dia 15 de fevereiro de 2007 (quinta-feira)

Dom Casmurro

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Musa inspiradora da minha insônia,
Singela e doce gota de orvalho tão tristonha,
Louvo em um soneto a tua bela criatura!

Celestiais, os anjos que esculpiram tua ternura,
Com teu suspiro, vida emana em cascatas.
E eu lanço mão de tantas artes abstratas,
Renovo o clássico e abandono a escritura.

De novas armas se prepara a mocidade,
Com novos cânticos, com nova muralha,
Com nova alma, nova divindade,

Com novas cores, com o fim da mortalha,
Canta-se agora a justiça, a liberdade,
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!

domingo, 26 de outubro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 37



Eu nunca fui uma pessoa boa pra trabalhar em equipe, desde criança... Não porque eu não goste do conceito de "time" ou porque eu prefiro trabalhar sozinha, mas porque eu acho que as pessoas também desaprenderam um pouco a fazer isso... Tudo se torna muito mais um conflito de egos do que uma soma de habilidades, não importa a faixa etária de que estamos falando.

Mas, se existe alguém com quem eu consigo trabalhar harmoniosamente, esse alguém é minha irmã! Eu nunca tinha pensado conscientemente em escrever em parceria com ela e acho que nós duas só realizamos o que tinha acontecido quando "Best Friends" chegou ao fim, mas foi uma experiência muito legal!

Quando eu digo que não pensamos conscientemente em escrevermos juntas foi porque "Best Friends" nasceu de uma ideia que Carolina começou e me mostrou, mas que não tinha ideia de como continuar ou terminar. Eu achei a ideia boa demais pra ser deixada de lado e queria muito saber como terminaria, então, me ofereci para ajudá-la. Ela escrevia um capítulo, eu escrevia o seguinte e assim por diante.

A história se passa numa escola e, como o título sugere, conta sobre dois amigos, melhores amigos, uma garota e um garoto. Esse garoto se apaixona por sua melhor amiga e se propõe se declarar e conquistá-la. Para fazer isso, ele quer se tornar digno dela e pede ajuda a um grupo de estudantes populares que são dotados de habilidades específicas para realizar essa tarefa: um mestre em bilhetes românticos, um mestre da conquista, um mestre do estilo, um mestre da doçura e gentileza, uma mestra em ortografia e uma mestra em cabelos.

Nós não trabalhamos juntas faz um bom tempo já ("Best Friends" é de 2010!), mas eu espero que surja uma nova oportunidade logo (mesmo que nós duas estejamos envolvidas em projetos "solos", eu continuo torcendo por isso), porque, apesar de eu ser metódica e exigente escrevendo, pra mim foi bastante divertido e, se tem uma escrita que eu realmente aprecio e que me diverte é a da minha irmã! É diferente da minha e muito gostosa de ler!

"Tudo antes era escuridão... Então, Carolina me achou..."

sábado, 25 de outubro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 36

Infelizmente, quando eu explico as poesias antes, perde o suspense de pra quem é essa poesia *ri* Mas se tem uma coisa que eu realmente gosto e nas poesias ainda mais do que nos livros são Maiúsculas Alegorizantes! Adoro quando sentimentos são tratados como pessoas!

O que eu mais gosto nessa poesia é o verso "está ligada a você minha eternidade". Não deixa de ser verdade... Pra mim, escrever é deixar para trás, nessa vida mundana, nossa própria essência e, de alguma forma, se tornar imortal nesse mundo. Mesmo quando eu morrer, tudo o que eu escrevo vai ser muito mais do que um registro da minha passagem por aqui e, como tudo o que eu escrevo é sempre inspirado pelo Amor, por ele, um dia, eu me tornarei imortal!

Poesia do dia 14 de fevereiro de 2007 (quarta-freira)

Soneto da Amada

É sua culpa meu coração estar partido
E ser você a minha insanidade,
Mas, sem você, perco a vitalidade,
Minha vida perde o sentido.

Sem você, minha vida perde o colorido
E o meu sofrer é fruto da sua crueldade.
Está ligada a você minha eternidade,
Aos seus cuidados e seu modo tão bandido.

Tudo o que eu faço é sempre previsível
E você ignora só pra me provocar.
Eu sei que explicar é impossível,

Eu sei que você, Amor, não vai notar
Que esses versos de autora tão sensível
Foram feitos para você exaltar.