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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Como assim Guilty é um livro sobre Depressão?


No meu último texto, eu falei sobre o fato de que "A Casa das Hostesses Guilty" tratar sobre depressão e eu quero explicar isso um pouco melhor.

Eu também disse que foi com meu processo criativo de escrita que eu comecei a melhorar da minha depressão e foi mais ou menos nesse mesmo período que eu escrevi os dois primeiros livros da série, ou seja, a depressão está bem ali, no meio da história, mas ela está da mesma maneira que estava em mim, mascarada, rondando na escuridão.

Em momento algum do livro eu paro a narrativa, puxo uma cadeira e olho para o leitor dizendo "ok! Hora de conversarmos sobre Depressão". É um romance, não tinha nem como eu fazer uma coisa assim. Acho que se eu colocasse algum personagem falando sobre o assunto, talvez parecesse muito forçado. Eu não sei.

Guilty tem essa tonalidade azul na capa porque ela representa a depressão. Pra quem não leu o primeiro livro, eu não vou soltar nenhum spoiler, mas aconteceram coisas que não vão embora da cabeça de uma pessoa sem deixar muitas marcas.

Esse é um ponto interessante para se abordar. Todos nós somos seres marcados por nossas vidas! Essas marcas podem ser profundas ou não, mas nós sempre as temos! E por essas marcas, essas "frestas" em nossa estrutura, que a doença entra e se instala em nosso ser.

No primeiro livro da Casa das Hostesses, o protagonista Souji passa por uma situação muito delicada e dolorosa e no final do livro já é possível perceber que ele não é mais o mesmo que no começo. No começo (e eu vou falar aqui porque todo mundo pode encontrar a degustação do começo dos dois livros no Wattpad), ele já está mal porque descobre que sua noiva o traía com seu próprio pai, mas no final, Souji está muito pior do que quando vai até A Casa das Hostesses pela primeira vez.

Em Guilty, ele terá de lidar com esses mesmos sentimentos de não se achar bom o bastante, se afastar dos outros, aceitar as situações, por menos que as queira. Essa foi a maneira que eu encontrei de abordar a depressão no livro.

O mais interessante no enredo é que Souji é o personagem óbvio para diagnosticarmos a depressão, mas ele não é o único! Eu não vou explorar muito isso, porque ai sim seria um spoiler, mas essa é uma coisa a se prestar atenção na leitura. Quais dos outros personagens também estão emocionalmente abalados? Ou seria melhor dizer: será que tem alguém ali que não está?

Eu realmente gosto muito de ter colocado essas nuances no livro e eu gosto de escrever exatamente porque eu pareço muito mais inteligente quando faço coisas assim (ri) e espero realmente que eu possa colocar mais pessoas para pensar sobre depressão com o livro e com as muitas vezes que eu vou tentar falar sobre isso quando estiver comentando sobre ele!

Vejo vocês na próxima!
Déborah Felipe

Uma vida só minha


Eu já falei subjetivamente nos meus textos sobre poesias aqui, mas a partir daqui eu quero falar sério. Eu tenho depressão e agora eu acho que está controlada, mas sempre existem os períodos mais escuros, quando eu não tenho vontade de levantar da cama, quando eu não tenho vontade de viver mais...

Eu decidi falar mais sobre isso agora porque, primeiro, eu não tenho mais tanto medo de admitir que tenho a doença e segundo, porque eu acabei de escutar uma música da KatyPerry, "By the Grace of God" que é exatamente sobre isso e ela começa a música falando que tinha 27 anos, a mesma idade que eu tenho agora e me inspirou. 

Eu vou destacar alguns trechos da música nesse texto, porque eu achei realmente impressionante.


"Pensei que eu não era o suficiente/ Descobri que eu não era tão forte"


Antes de me perceber com a depressão, eu já sabia que existia dentro de mim um monstro que ficava cada vez mais forte e esse monstro sussurrava coisas no meu ouvido. Eu tinha 18 anos, tinha acabado de sair do Ensino Médio, não conseguira entrar no curso que eu queria fazer de faculdade, porque nós não tínhamos dinheiro pra pagar. Eu não me lembro se já existia esses financiamentos, mas eu não fui atrás, não porque a minha vontade não era assim tão forte, mas porque eu não achava que eu era boa o suficiente pra lutar por aquilo. Era o que o monstro já sussurrava em meu ouvido, repetidamente.

Como não consegui entrar no curso que eu queria, fiquei o ano seguinte ao final do Ensino Médio sem estudar, tentando colocar as peças de dentro de mim no lugar mais uma vez, descobrir o que eu queria fazer. Nessa época, eu tentava ao máximo calar as vozes que gritavam que eu não era boa o bastante pra nada e isso consumia toda a minha energia. Eu não era tão forte. Eu mal tinha deixado de ser criança...


"Nós estávamos vivendo em uma linha de falha/ E eu senti que a falha era toda minha"



Minha família também passava por um momento bem difícil (minha mãe estava trabalhando à noite, longe de casa, chegava muito tarde) e eu acho que foi nesse período também que a ansiedade do meu irmão se desenvolveu. Minha depressão e a ansiedade dele batiam de frente todos os dias e a casa sofria muito; apesar de ser mais velha, eu não conseguia pensar com clareza e ser o "adulto" da situação. Eu não queria crescer...


Foi o período em que eu me senti mais perdida e isso me fazia sofrer tanto que eu chorava até dormir todas as noites e pensar doía! Aquela angústia começou a se transformar numa dor física e eu não sabia explicar o que estava acontecendo comigo.


"Não aguentava mais"



Como um dominó empurrando um ao outro como um efeito cascata, de repente só tinha um pensamento em minha cabeça: eu quero morrer! E foi um efeito cascata de verdade porque eu me via planejando como eu faria, eu pensava nas maneiras de tirar a minha própria vida, eu não aguentava mais aquela dor.


Esse é o ponto principal da depressão! A dor chega a ser tão intensa e você se vê tão sem saída que a única saída é morrer... Você não consegue pensar em mais nada. Você não consegue pensar na dor que isso vai causar aos outros, você não pensa nas pessoas que vão te encontrar... Eu comecei a pensar nessa parte, nas pessoas que vão te encontrar, depois de ter assistido ao último episódio do seriado "Os 13 Porquês", que fala sobre suicídio.

Pra que não sabe, o seriado é baseado no livro de mesmo nome e conta a história de Hannah Baker, uma garota que mais do que a protagonista é a narradora. E ela está narrando a sua história justificando porque ela se matou. Ela deixou 13 fitas gravadas com sua história, mas a cena de sua morte é narrada por Craig, que também é quem acompanhamos ouvindo as fitas de Hannah. Na cena, o que mais me impressionou foi quando os pais dela chegam em casa e a encontram, é uma cena muito difícil de se ver! Eu não achava que fosse mexer comigo daquele jeito, porque você acaba se colocando no lugar daquela mãe, que acabou de perder a sua menininha, e não quer aceitar que ela não pode fazer nada.

Mas essa realização só me veio quase 10 anos depois que esses mesmos pensamentos estavam em minha cabeça. Naquela época, eu só queria muito que a dor fosse embora, que a voz se calasse.

Eu não gostava de mim! Eu não era boa o bastante e isso foi um problema. Porque, por mais que eu precisasse de tempo pra me curar, pra colocar a cabeça em ordem, pra encontrar um caminho, a doença não apenas me atrasava mais do que normalmente, mas a vida não queria mais esperar que eu estivesse pronta.

Foi nessas condições que eu fui cursar Letras. Eu fui pra esse curso porque minha mãe fez Letras, porque eu era boa em redação e principalmente porque eu era (e ainda sou) péssima em matemática. Mas eu não tinha conseguido pensar num caminho novo por mim mesma e esse era um caminho que deixava minha mãe feliz e tranquila. Meu maior problema é que Letras é TOTALMENTE focado em dar aula e, como filha de professora e uma pessoa com crises de ansiedade ao falar em público, eu abomino a ideia de ser professora! Sempre, desde criança, eu sempre disse que nunca seria professora, em hipótese alguma... Mas me vi sem saída.

O que acabou acontecendo é que eu fui conseguindo dominar melhor a minha doença e algumas pessoas podem pensar que eu estava melhorando porque não estava mais ociosa, outras podem pensar que era porque eu estava dando um curso a minha vida ou que Letras realmente estava me ajudando. Mas nenhuma dessas respostas é a certa.

Na época em que eu entrei na faculdade, eu ainda estava tão doente que ver outras pessoas da minha idade com vidas próprias, trabalho, namorado, amigos, era muito difícil e eu me sentia sangrando por dentro por isso. Eu queria uma vida também, mas eu nunca fui boa em conseguir uma.

O que realmente começou a me curar e isso vai parecer piegas de dizer, mas eu estou sendo completamente honesta aqui, foi a banda japonesa the GazettE! Não porque misteriosamente eles apareceram na minha porta e me disseram as palavras reconfortantes que eu precisava ouvir, ou só porque suas letras e melodias falavam direto ao meu coração (essa é parte da verdade). Não, o que aconteceu foi que eles despertaram em mim o que eu realmente era boa pra fazer! Por causa do the GazettE, eu entrei no meu maior processo criativo de escrita como nunca tinha entrado!

Foi quando eu comecei a escrever sem parar fanfics do the GazettE pra postar no Nyah! Fanfiction que eu me senti mais forte pra lutar contra a depressão e isso foi tão importante que até hoje eu me pego escrevendo, não importa o que seja, pra não cair de novo naquele abismo!

Muitas das minhas poesias falam sobre esse meu sentimento de estar perdida, não ser boa, não merecer a felicidade e "A Casa das Hostesses Guilty", meu novo livro que será lançado agora em setembro de 2017 também fala de depressão.

Eu me sinto mais forte, mas a depressão é uma doença que nunca vai realmente embora. Ela fica escondida, numa das partes da "casa", talvez um sótão, um porão, dentro de um armário, esperando o momento de fraqueza pra te lembrar que ela ainda mora ali. Mas eu me sinto realmente mais forte e foram precisos 10 anos pra que isso acontecesse, é um processo lento e doloroso de verdade, um caminho cheio de espinhos, cheio de buracos...

E eu quero falar mais sobre esse assunto por aqui, ainda é um assunto muito cheio de polêmica e preconceito que precisa ser debatido várias e várias vezes mais!

Espero ser capaz de conseguir! Desejem-me sorte!
Até a próxima!

Déborah Felipe

domingo, 23 de julho de 2017

Degustação de Guilty no Wattpad


Eu coloquei uma prévia de Guilty no Wattpad pra quem estiver morrendo de curiosidade pra saber o que vem por aí!

Só clicar no link aqui ==> A Casa das Hostesses Guilty

Para comprar, ainda está em pré-venda na Loja da Editora PenDragon bem aqui ==> livro

As hostesses podem cuidar de você!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

sábado, 8 de julho de 2017

You're a Real Star




Não é um emprego fácil, sabem?

Às vezes, você só quer ser deixada em paz, sem ter toda a pressão sobre você, às vezes você quer ir embora e viver só sua vida, como estava acostumada antes, você só queria não ter de dizer sempre a coisa certa ou não estar sempre alerta para que a próxima crise seja menor, você não quer ter de entender sempre, não quer ter de respirar fundo tantas vezes...

Mas é seu trabalho e aquela pessoa ali do seu lado achou que você dava conta!

Não é um emprego fácil, mas poucas pessoas merecem ser Musas!

E quando se tornam Musas, se tornam mais do que humanas, mesmo ainda sendo completamente de carne e ossos e sangue... E tem de lidar com aquele artista ao seu lado que é instável mais do que tudo, mas que criou tudo em volta de você e pra ele você é o Mundo, o Universo, todas as Estrelas do Céu e as esperanças da Vida!

Não é um trabalho fácil, sabem? Mas se fosse, não seria o maior presente que um artista pode dar a alguém...

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Ser Escritor


Eu era só uma garotinha com sonhos muito grandes e não teve uma só pessoa que me disse pra firmar os pés no chão e crescer de uma vez...

Quantas vezes, eu já ouvi que "escrever qualquer um escreve", que todas as histórias já foram contadas e recontadas milhares de vezes, que um dia não terá mais um único livro, só digitais...

Eu entrei nesse lugar e ele me mudou e mudou tudo a minha volta, por algum motivo, ali dentro, nada me atingia, nada do que me disseram era verdade, as hostesses podiam cuidar de mim! E cuidaram!

E agora eu posso dividi-las com vocês também e elas vão cuidar de vocês e dos seus sonhos!

Sejam SEMPRE muito bem vindos à Casa das Hostesses"!

sábado, 3 de junho de 2017

Sorteio Dia dos Namorados na Casa das Hostesses



Declare seu amor a um personagem de livro (não precisa ser só da Casa das Hostesses)
Prêmios:
- 1 exemplar da Casa das Hostesses
- 1 caneca
- 5 chaveiros
- BRINDE SURPRESA

LINK PARA O SORTEIO ===> Sorteio